Leo Fender, o homem que mudou o mundo da música

July 31, 2017

 

Leo Fender fundador da fabricantes de instrumentos e amplificadores Fender (que leva seu sobrenome) é o tipo de homem que basta você descobrir um feito dele para já saber que se trata de um gênio.

 

Ele foi introduzido ao Hall da Fama do Rock & Roll como uma das pessoas que mais influenciou a música contemporânea moderna. Visionário, talvez tenha sido o mais importante desenvolvedor da guitarra elétrica – só que ele jamais soubera tocar o instrumento.

 

O INÍCIO

Nos anos pré Leo Fender as guitarras eram fabricadas em corpos ocos, semelhantes aos dos violões, o braço era feito da mesma madeira do corpo (as vezes uma só peça, as vezes colados). Leo teve a idéia de fazer o corpo em madeira maciça, mas as grandes mudanças foi usar madeiras destintas para ambas as partes (corpo e braço) deixando assim mais adequadas as suas funções, e um braço encaixado tornando a montagem e manutenção mais práticos. Com essas mudanças ele elevou a tocabilidade do instrumento, ficou mais fácil confortável.

 

A primeiro protótipo fabricada por ele foi em 1949, o modelo é foi eternizado como Telecaster.

 

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Em 1953 ele começou a desenvolver o seu mais famoso modelo, a Stratocaster, que posteriormente seria a primeira guitarra a ser produzida em serie.

 

SEU MAIOR FEITO

A sua genealidade não parou por ai, anos depois ele fez sua maior contribuição para a música criando o baixo elétrico.

 

A revolução que esse feito trouxe para a música contemporânea é enorme, mudou estética, sonoridade e tocabilidade de uma forma impressionante. O baixo elétrico criou uma versatilidade gigantesca na forma de se conduzir as músicas além de criar um conforto muito maior para os profissionais deste instrumento, já que eles não precisavam mais carregar os "gigantescos" e desajeitados baixos-acústicos!

 

Conforme Fender desenhou o baixo elétrico, que podia ser empunhado como uma guitarra, e também um amplificador com auto-falantes maiores e, portanto, mais adequados ao som grave do baixo, praticamente redesenhou a sonoridade da música.

 

O primeiro baixo elétrico foi o Fender Precision Bass, modelo que ficou eternizado e até hoje é comercializado. Nos anos 60 Leo Fender criou o também famoso Fender Jazz Bass com dois captadores separados ao invés de um captador split conforme apresentava o Precision. A popularidade da Fender com os baixos fez com que a Gibson e a Rickenbacker seguissem o mesmo caminho. Isso levou a uma onda de popularidade para o baixo elétrico, e é o que levou a ser tão conhecido como é nos dias de hoje.

 

Em 1965 Leo venderia sua empresa para a companhia americana CBS por algo em torno de 13 milhões de dólares. Ele passava por problemas sérios de saúde por isso decidiu vender. A CBS manteve o alto padrão na fabricação de seus instrumentos porém nunca mais criou algo que possa ser considerado inovador. Sob a CBS, o melhor feito da marca foi fabricar no Japão durante os anos 80 algumas das melhores safras de Fenders da história. Mas eram os mesmos modelos de sempre.

 

MUSICMAN

Você pode imaginar que os feitos de Leo acabaram por ai, mas é ai que você se engana.

 

Após se recuperar a saúde, Leo junto com George Fullerton fundou nos anos 70 nada mais nada menos que a empresa Music Man, outra marca que ficou mundialmente famosa por fabricar instrumentos e amplificadores de alto nível. O timbre de seus instrumentos é notoriamente peculiar e originais tornando os mesmos até hoje um sonho de consumo para os profissionais do ramo.

 

A grande criação da MusicMan foi o baixo StingRay. Com a configuração do headstock em 3X1, circuito ativo, além de pontes e captadores inovadores. Após experimentarem, a grande maioria dos músicos conseguiu definir em apenas duas palavras: personalizado e agressivo. Ele era ideal para o contexto de músicas da época, como os Brothers Johnson, que teve em Louis Johnson um dos maiores entusiastas do novo modelo. O corpo foi construído em Alder, o braço e a escala em Maple e algumas em Rosewood. É claro que o Stingray foi um sucesso de vendas, sendo que os baixistas se entusiasmaram principalmente pela ergonomia do novo modelo que era ideal para a técnica de slap, por causa do espaço existente entre o final da escala e o captador.

 

Em 1984, a Music Man foi vendida para Ernie Ball, um empreendedor da Califórnia que aprendeu a tocar guitarra havaiana com seu pai, sendo pioneiro, inclusive, por montar uma das primeiras lojas de guitarras nos Estados Unidos.

 

G&L

Já nos anos 80, Leo no final da sua capacidade criativa juntamente com George fundaram a G&L, uma ótima fabricante de instrumentos também conhecida mundialmente até os dias de hoje.

 

MORTE

Léo Fender morreu em 1991 aos 81 anos, sua criatividade e visão deixa saudades até os dias de hoje.

 

 

 

 

 

 

 

 

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