5 Discos Para Não Pular Nenhuma Faixa

June 8, 2017

Fala meu heróis músicos.

 

Tudo bem com vocês? Eu espero que sim.

 

Hoje nós vamos falar sobre os 5 discos que eu não pulo nenhuma faixa.

 

 

A algum tempo atrás foi lançada uma corrente no facebook que eu achei muito legal. O objetivo era listar 5 discos que você escuta sem pular nenhuma faixa, pensando nisso, resolvi postar os discos da minha lista e explanar um pouco sobre o assunto.

Acredito que a principal característica para classificar esse tipo de álbum é o tempero. Precisa ser um disco extremamente equilibrado. As suas transições entre beat's, levadas e intenções tem que ser graduais, como se fosse uma estrada nos levando para os vários estágios dos disco.

Já citado, os "estágio dos discos" são muito importantes, pois se não, bastava um disco com vários hits e pronto. Mas os discos que vamos expor aqui tem aquele "algo a mais".

LEMBRETE: São os discos que não pulo nenhuma faixa e não os melhores discos que já escutei

 

Sem mais delongas, vamos lá.

 

1 - ESPERANZA SPALDING - RADIO MUSIC SOCIETY (2012)

 

 
Esse disco é incrível!

 

Os três principais pontos que me deixam mais impressionado nesse disco são: Grooves complexos que soam simples, forma interessante de aplicar big bands e como a bateria pode ter uma linguagem "melódica" em músicas cantadas.

Dentros desses 3 pontos, vale destacar a questão da bateria. Essa forma mais solta de tocar bateria, essa linguagem, é muito comum no jazz e na música instrumental em geral. Geralmente músicas cantadas a bateria tem uma função mais estrutural, de manter o chão, o rostinado,  o groove, isso acaba limitando bastante o diálogo da mesma com a melodia executada por outros instrumentos.

 

O que vemos nesse disco é um equilíbrio praticamente perfeito, entre uma bateria com grooves bem estruturados ao mesmo tempo que ela conversa com as melodias que estão sendo expostas pelos outros instrumentos.

Destaques para as faixas:
Faixa 1 - Radio Song (uma faixa bem longa para os padrões atuais, mas de forma impressionante a música não fica enjoativa).

Faixa 3 - Crowned & Kissed (Mistura compassos pares e ímpares de forma sutil, quase imperceptível, desafio você a descobrir rs)

 

Faixa 6 - I Can't Help It  (Uma releitura de uma música que ficou conhecida na voz de Michel Jackson, poucas pessoas consegue fazer uma releitura de dar inveja ao rei do pop)

Faixa 11 - City Of Roses (Essa música é  lindíssima e retrata tudo que foi dito nesse post, sem contar uma linha de guitarra maravilhosa.)


 

2 - ELIS REGINA - ELIS (1980)

 

 

Esse disco é uma escola para músicos.

 

Se você quiser ter uma boa base de música brasileira, estude esse disco de cabo a rabo. Nele você irá encontrar uma bela balada (Se Eu Quiser Falar Com Deus), linhas de guitarra foda (Só Deus é Quem Sabe e O Medo de Amar), samba de roda, samba-funk e um samba-rock  (Tiro ao Álvaro, Sai Dessa e Saudade Eterna), uma pitada de música latina (Nova Estação), sem contar as lindíssimas canções "Trem Azul", "Rebento" e "Vento de Maio".

 

Tudo isso recheado de muito bom gosto e sofisticação (para a época), tornem esse disco viciante do primeiro ao último segundo.

 

3 - MARIA RITA - SAMBA MEU (2007)
 

 

Quem nunca ouviu a frase: "Quem não gosta de samba é ruim da cabeça ou doente do pé", esta frase faz todo o sentido quando se escuta este disco.

 

Lembro da primeira vez que escutei esse disco, foi exatamente no dia do seu lançamento, a sensação foi simplesmente indescritível. Eu tocava em grupos de pagodes na minha região e me lembro que foi um tapa na minha cara na forma de se pensar pagode, pelo visto não só na minha ja que o disco ganhou o Grammy Latino de melhor álbum de Samba & Pagode.

 

Esse álbum colocou a carreira da cantora em outro patamar, a grande massa começou a conhecer mais o trabalho da filha de Elis.

As 3 músicas que dou destaque nesta disco eu indico que sejam ouvidas na ordem que está no dia, são essas:
"Pra Declarar Minha Saudade" (Eu te desafio a escutar essa música e não ficar com o gosto de quero mais)
"O que é o amor" (O refrão da sua música me mostrou o poder de uma re-harmonização em um arranjo e na dinâmica)

"Trajetória" (Pense em uma coisa muito elegante, pois é…)

4 - Debora Gurgel - Debora Gurgel (2011)

 

 

O disco com os arranjos perfeitos.

 

Se você me pedir para lhe mostrar um arranjo perfeito (na minha opinião), eu mandaria escolher qualquer faixa desse disco.

É um disco instrumental fora dos padrões. Debora mostra suas composições carregada de histórias e bom gosto. Um bom gosto para dar e vender da primeira à última faixa.

 

5 - Diana Krall - Live in Paris (2002)
 

 

O "Classic Jazz" nos anos 2000.

Esse disco consegue ser uma porta de entrada para quem deseja começar apreciar o jazz e ao mesmo tempo, um disco para os apreciadores de longa data do gênero. Tudo isso em Dobly Digital.

O disco reúne clássicos do Jazz e músicas da carreira da cantora, tudo feito ao vivo em um show em paris.

Muito improviso, muito bom gosto e muita alegria para quem o escuta.

Destaque para: Devil May Care - Isso é uma aula de música…

 

 

Bom galera, esse foi os meus discos, mas é claro que eu quero saber os discos de vocês e o porque.

Deixem nos comentários e me sigam nas redes sociais para trocarmos mais idéias.

 

Para complementar essa matéria vou deixar um vídeo que eu fiz falando sobre os melhores albuns que eu escutei em 2016. (para assistir clique nas imagens ou aqui)

Espero que tenham gostado.

 

Um beijo e até a próxima, Tchau!

 

 

 

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